ARTE E PSICANÁLISE - ESTÉTICA E CLÍNICA GERAL - SEMINÁRIO 1995

ARTE E PSICANÁLISE - ESTÉTICA E CLÍNICA GERAL - SEMINÁRIO 1995

Código: 97888587727169 (CO.)

Categorias: Lacan / Lacan

Marca: Novamente


Autor: M.D. MAGNO
Editora: NOVAMENTE
Ano: 2008
ISBN: 9788587727169
Número de páginas: 164
Peso: 488 gramas
Categoria Principal: Lacan

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Neste livro que transcreve seu Seminário de 95, MD Magno retoma a questão da Arte como possibilidade de pensar qualquer produção, inclusive de conhecimento, sob a égide do termo ART. É o puro e simples processo da ARTiculação que se generaliza ampliando a conceituação da Arte para todo processo de Criação (do homem e do cosmos). Assim, a EstÉtica da Psicanálise não opõe razão a sensibilidade, mas, ao contrário, busca fundar um racionalismo radical porque estético. Esta é a perspectiva que resulta do exercício da CLÍNICA psicanalítica definida pelo autor como aparelho de simulação da suspensão dos recalques o que desloca a psicanálise do âmbito das concepções obsoletas que têm atravancado seu desenvolvimento e a relança atuante como prática de intervenção curativa segundo modelos construídos a partir de seu laboratório próprio. É também neste livro que o autor introduz o conceito de IdioFormação, que, para além das noções de sujeito ou subjetividade (importadas da filosofia), descreve o humano em sua vocação pulsional de incessantemente desejar o que não há. Como é este Desejo que HiperDetermina suas ações, o humano perde sua centralidade psicológica no cosmos e é considerado apenas um caso de IdioFormação o que abre para desenvolvimentos mais precisos sobre suas ações e afetações (patos). São desenvolvimentos necessários quando pós-humano, pós-orgânico e transhumano já se tornaram noções correntes. Portanto, além de percorrer avanços e reflexões originais sobre temas importantes o Belo, o Sublime, o Mal, a Obra de Arte, a emergência de uma Nova Razão , temos a oportunidade de acompanhar mais um passo da reformatação do aparelho teórico-clínico da psicanálise que MD Magno vem realizando desde os anos 1980. Sua precisão e pontualidade estão em colocá-lo à frente das transformações mentais e culturais que hoje vivemos.

1. PROBLEMAS BÁSICOS

Insistência na arte se deve à sua exemplaridade - Uso amplo do radical ART - Equivalência entre estética e clínica: Clínica Geral - Três problemas fundamentais da estética: irracionalidade do belo; condições de produção de uma estética; obra de arte como comunicação - Considerações a respeito do consenso. 13


2. GOSTO NÃO SE DISCUTE

Exame histórico da estética - Nietzsche como base da vanguarda estética: relativismo radical e realismo radical - Problema da vanguarda na estética pós-moderna - Antinomias do gosto - Condições para juízo do gosto.29


3. ANÁLOGO DO HAVER

Recolocação da noção de analogon rationis - Proposição do conceito de formações do Haver - Eliminação da oposição entre ciência e arte, sensível e inteligível - Hegemonia da estética como racionalismo radical - Razão Plerológica - Processo de cura. 45


4. BELO, BOM E BARATO

Homogeneidade entre sensível e inteligível elimina irracionalidade - Coincidência entre supremo bem e supremo mal - Sentido estético do conceito de fixação - Vínculo absoluto indiferencia formações de gosto - Indiferenciação entre bem e mal elimina antinomia do gosto - Entendimento vetorial do belo e do sublime. 61


5. CHEGA DE PÓS

Abordagem da questão cultural contemporânea via clínica da cultura - Organizações de base: Primário, Secundário e Originário - Cinco Impérios da performance cultural - Modernidade é tentativa de funcionamento de Quarto Império - Dificuldade de instalação da modernidade - Realização da modernidade depende da referência ao Quinto Império. 81


6. A EXTRADIÇÃO DO INCESTO

Situação da pós-modernidade no creodo da cultura - Vetores regressivos e progressivos na cultura contemporânea - Conclusão do projeto moderno é superação da modernidade - Quinto Império é projeto maneiro -Teorias sobre incesto -Tese da interdição do incesto como processo de extradição - Continuidade entre maternagem e concubinagem na espécie humana - Interdição como produção neo-etológica de separação - Situação do incesto no seqüenciamento (creodo) dos Impérios - Função catalisadora do analista. 99


7. PRECURSORES DO AMÉM

Momentos precursores do Quinto Império - Distinção operativa entre Modernismo e Modernidade - Cubismo: momento modernista - Marcel Duchamp como precursor do Quinto Império: articulações humanas são da ordem da arte - Stravinsky: momento modernista - Schrg como precursor do Quinto Império: explosão da ordem tonal - James Joyce como precursor do Quinto Império: explosão do literário - Bauhaus: momento modernista - Produção da moda: esforço de atectonia - Oscar Niemeyer: esforço de atectonia - Freud e Lacan: momento modernista.
121


8. A FUNDURA DO TALHO

Reconsideração dos conceitos de Eu e Sujeito - Comentário de LOeuvre Claire:Lacan, La science, La philosophie, de Jean-Claude Milner, como análise do fracasso teôrico de Lacan - Postulação do Mestre Pró-Moderno e sua exemplaridade - Possibilidade de remanescência do ato de fundação de Lacan - Comentário sobre a tese de doutorado A interpretação do sonho de Freud, de Maria Luiza Kahl, como esclarecimento sobre a Nova Psicanálise - Questões sobre a diferença entre mestre antigo e mestre moderno; o fracasso da ideia moderna de transmissão; o mestre prô-moderno e a função do artista.
139


9. SOLÉRCIA

Solércia: pensar a partir do radical ART - Possibilidade de ato poético - Proposição da tese do Gnoma - O que quer que se diga é da ordem do conhecimento - Proposição da Gnômica e suas bases - Ato poético é condição de Gnômica - Exemplaridade do campo gnômico no Renascimento - Questões sobre a Gnômica.153


10.GNÔMON

Função Gnômon é Parangolé - Conhecimento resulta da transa entre parangolés - Comentários sobre os livros Lê cerveau a-t-il um sexe?, de Simon Lê Vay, Sept Expériences qui peuvent changer le monde, de Rupert Sheldrake, L¿Erreur de Descartes ou Ia raison dês émotions, de Antônio Damásio - Inseparabilidade dos regimes do Primário, do Secundário e do Originário - Generalização do conceito de lesão como entendimento (gnômica) das inter-relações dos regimes primário, secundário e originário - Possibilidade de intervenção do Secundário no Primário - Caso da psicossomática -Vontade religiosa da ciência. 171


11. FORMAÇÕES E INTERFACES

Interface como vinculação entre formações - Hipertexto como superfície plena (plerômica) de inscrição - Nova Psicanálise opera através de simulação dos vínculos primário, secundário e originário para indiferenciar - Outros comentários sobre as noções de hipertexto e hipermídia - Gnoma elimina a noção de sujeito - Emergência do Renascimento Maneirista no contemporâneo - Questões sobre simulação.191


12. OS ADEUS NÃO ACREDITAM EM TEUS

Crítica à noção de sujeito a partir do conceito de Gnoma - Conhecimento é sem sujeito e necessariamente verdadeiro - Suposição de dois níveis de verdade: verdade absoluta e verdade modal - Homogeneidade do Haver como condição de conhecimento.211


13. ...SE... ENTÃO... SE...

Réquiem para Deleuze - Postulação do conceito de Idioformação - Condições de valoração e de resistência das Idioformações - Identidade e transação das Idioformações - Não há sujeito nem objeto: tudo é adjetivo - Segunda potência do binário como lógica mínima da Gnômica.229


14.PROFESSIAS

Professia da Grande Reversão - Inconsciente para a Nova Psicanálise - Processos de recalque e desrecalcamento - Gozo resulta de uma operação de Revirão - Do gozo impossível aos gozos possíveis - Relação entre gozo e Gnoma - Possibilidade de gozo para Idioformação - Ética da hiperdeterminação é ética da gozação - Paradigma da psicanálise é sexual. 243


ENSINO DE MD MAGNO 259



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