PSICANÁLISE- CIÊNCIA E DISCURSO

PSICANÁLISE- CIÊNCIA E DISCURSO

Código: 9788577241118 (CO)

Categoria: Lacan


Autor: Tania Coelho dos Santos / Rosa Guedes Lopes

Editora: Cia de Freud

Ano: 2013

Nº de Páginas: 371

Categoria Principal: Lacan



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Recordamos que em A ciência e a verdade Lacan (1998, p. 873) estabelece o seguinte axioma: Dizer que o sujeito sobre quem operamos em psicanálise
só pode ser o sujeito da ciência talvez passe por um paradoxo. A posição
do psicanalista não lhe deixa escapatória: Por nossa posição de sujeito somos sempre responsáveis (Id., Ibid.). Lacan prossegue declarando que não há ciência do homem porque o homem de ciência não existe, mas apenas seu sujeito (Id., Ibid.). Desde o estruturalismo, aprendemos a reconhecer que o sujeito da ciência se constitui em exclusão interna ao objeto das ciências do homem. O homem da ciência não existe. O cogito cartesiano permite concluir que, se penso, logo existo. Por essa razão, somente o sujeito da ciência existe. Dizemos que a psicanálise reintroduz na consideração científica o significante arbitrário do Nome-do-Pai - o que equivale a afirmar que de nossa posição de sujeitos somos sempre responsáveis. Lacan chegou a considerar a lógica como a ciência do real, assim como a linguística seria a ciência da linguagem. O discurso científico sobre a língua parte da redução do material para evidenciar suas consequências, isto é, sua lógica, que se inaugura quando a sintaxe da língua natural é substituída pela fórmula. É preciso uma certa redução, às vezes demorada para se efetuar, mas sempre decisiva no nascimento de uma ciência: redução que constitui propriamente seu objeto (Lacan, 1998, p. 855). A condição de possibilidade do surgimento da consistência lógica é a existência de um ponto indecidível, um real fora do sentido, sobre o qual é impossível dizer se é verdadeiro ou falso. Tanto a ciência quanto a psicanálise são definidos por Lacan como discursos, pois pressupõem o primado lógico desse real impossível. Um discurso é um artifício da razão, uma criação a partir desse ponto - vazio de sentido - no universo infinito da ciência. Um discurso não se define pela veracidade
ou falsidade do ponto de partida e sim pelas suas consequências.

Uma invenção que não cessou de se renovar 7

Capítulo I: A equação lacaniana dos sujeitos da ciência e da psicanálise 19
Psicanálise e ciência 24
O advento da ciência moderna 32
O platonismo medieval 34
O aristotelismo medieval 36
Galileu e a revolução científica 40
A tradição moderna 43
O sujeito da ciência moderna é o sujeito sem qualidades 48
Qualidade: um obstáculo epistemológico 58
Perda da realidade. jator estrutural e estruturante 76
Deus e o cosmo fechado 77
A perda da realidade no sujeito 81

Capítulo II: O advento da psicanálise 91
Complexo Edipiano: pai, lei e desejo 93
O conceito de Nome-do- Pai 105
Antecedentes do conceito de Nome-do-Pai 107
O Nome-do-Pai no primeiro ensino de Lacan 112
A imaginarização e a significanrização do gozo 116
A metáfora paterna 130
O desejo no campo do Outro e a função do Nome-do-Pai 136
O Nome-do-Pai no segundo ensino de Lacan 148
A gênese do objeto a e o Nome-do-Pai 153
Nome-do-Pai: do moderno ao contemporâneo 178
Reintroduzir o Nome-do-Pai na consideração científica 199
E o que foi feito de Deus? 211

Capítulo III: Da ciência moderna ao discurso do analista 233
A ciência moderna e o sujeito que ela produz 236
O desejo do analista e seu discurso 259
O desejo do analista e seu ser 286

Capítulo IV: Estrutura de linguagem, discurso, verdade e gozo na ciência e na psicanálise 317
A ciência e a psicanálise 317
Ofantasma do homem e o real da mulher 322
O semblante: estrutura e verdade 325
O discurso do analista é científico? 327
Sobre o real sem sentido nas ciências em geral e na psicanálise em particular 331
Metáforas freudianas e lacanianas acerca do real e da realidade 334
Psicanálise: teoria, ensino, clínica e transmissão 344

Bibliografia das autoras 357

Bibliografia 359



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