CRUELDADE NO FEMININO

CRUELDADE NO FEMININO

Código: 9788585717940 (CO)


Organização: SOPHIE DE MIJOLLA-MELLOR

Tradução: PROCOPIO ABREU

Editora: COMPANHIA DE FREUD

Ano: 2005

Número de páginas: 249

Categoria principal: Teoria Psicanalítica



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O gozo pelo macabro em suas diversas formas de representação não é fato novo e constitui para leitores e espectadores nunca enfadados uma maneira de viver as emoções cruéis e primitivas, recobertas pela civilização. Mas a multiplicação das rainhas do crime na literatura em séries abre uma interrogação nova.
Estamos diante de um fenômeno que desenharia um imagem do feminino com uma crueldade específica, diferente da pulsão de crueldade classicamente ligada por Freud à sexualidade masculina em sua conquista amorosa? O que nos ensinam a esse respeito outras romancistas, Colette em particular, ou homens quando falam das mães como Louis Guilloux e tantos outros. Que ecos estranhos ressoam dos cultos ainda atuais da Virgem cruel andaluza?
As mulheres, autoras deste livro, reuniram suas respectivas competências em psicanálise, literatura e antropologia, para tentar extrair uma imagem original e específica da crueldade. Destas páginas emerge a fantasia de uma deusa mãe arcaica, onipotente e indiferente, face oculta desse continente negro em relação ao qual a aberração suprema seria imaginar que ele possa querer outra coisa que os objetos de sua própria completude.

Lista dos autores 9

Preâmbulo
por Sophie de Mijolla-Mellor 13

Monstruosa Colette
por Júlio. Kristeva 21

Édipo biface 21

... se Madame Colette não for um monstro, ela não é nada (Jean Cocteau) 27

Mulheres, feras e grandes criminosos
por Sophie de Mijolla-Mellor 37

A noção de Grausamkeitkomponente em Freud 39

O esquema da pulsão parcial 39

A pulsão escópica e de crueldade 43


Por uma definição metapsicológica da crueldade 46

A destruição da alteridade do objeto 46

A desindentificação com o objeto 49

Hipóteses sobre uma crueldade especificamente feminina 51

A crueldade da mulher narcísica 51

O domínio feminino 53

A escrita da crueldade nas mulheres 56

Agatha Christie ou a banalidade do assassinato 57

Patricia Cornwell ou a dilaceração legalizada 60

Ruth Rendell ou a indiferença do horror 65

A crueldade de sangue-frio 68

Autocriação da identidade criminosa 68

O crime apático sadeano 72

Conclusão 75

A crueldade do Supereu feminino
por Dominique Cupa 77

A pulsão de crueldade 79

A crueldade segundo Freud 79

A crueldade segundo D. W. Winnicott 83

Hipóteses sobre a pulsão de crueldade 85

A crueldade do Supereu 87

O Supereu, a cruel pulsionalidade do Id e a severidade parental 87

O Supereu e a desintricação pulsional 89

O Supereu e a função limitante do objeto 91

A crueldade do Supereu e sua função autoconservadora 94

A crueldade à flor da pele de Clarisse 95

Um Supereu insuficiente 95

O herpes como cruel Supereu 99

O Supereu cruel e a questão dos limites 101

O Supereu feminino cruel 103

O Supereu feminino 108


O Supereu feminino segundo Freud 108

O Supereu precoce cruel em Melanie Klein 113

Para concluir: os princípios de crueldade do Supereu feminino 117

Arquivos da crueldade em Patricia Cornwell e suas leitoras
por Karine Rouquet-Brutin 123

Um romance familiar indefinidamente reconduzido 126

Uma genealogia de mulheres sem homens 127

Os pesquisadores seduzidos pêlos serial-killers 129

Carrie e Gault: os gêmeos maléficos 130

Arquivos da crueldade: cenas de crime, cenas de dissecação 132

Cenas de crime, escrita sobre os corpos: a assinatura do assassino 133

Um palimpsesto macabro 133

O sangue vermelho vivo sobre a neve 136

Cenas de necropsia 140

A necropsia de um criminoso 141

A necropsia da vítima 142

Da cicatriz (Scar) à escrita 144

Pesquisador, assassino, leitor: o jogo cruel 145

Identificações 145

O jogo cruel do bebê impiedoso 149

Metáfora do leitor: cain 150

Conclusão 152

A impossível crueldade
por Michèle Bompard-Porte 155

O prazer de matar, Morlust: esboço metapsicológico 158

A crueldade recusada 160

Transgressão e paradoxo 164

Um destino doAngst, a crueldade no feminino 169


Atentados maternos: a outra guerra em O sangue negro
de Louis Guilloux 175
por Brigitte Galtier

A vida é o terror 177

A outra frente 182

Crip/clop ou a vida roubada 191

A virgem cruel
por Antoinette Molinié 195

Como Dolorosa ambígua 197

Como mulher cobiçada 209

Como mãe devoradora 222

O mito, o rito e o arcaico

Bibliografia 235

Índice remissivo 243



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