ENSAIOS DE FILOSOFIA E PSICANÁLISE

ENSAIOS DE FILOSOFIA E PSICANÁLISE

Código: 9788575910986


Autor: CAROLINE RIBEIRO, SUELY AIRES
Editora: MERCADO DE LETRAS
Ano: 2008
ISBN: 9788575910986
Número de páginas: 272
Peso: 395 gramas
Categoria Principal: Teoria Psicanalítica

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No Natal de 1896, Lewis Corrol escreveu um prefácio para o seu Através do espelho e o Alice encontrou por lá para esclarecer seus leitores quando à violação de algumas regras no jogo de xadrez que abre o livro. Entre as peças brancas e vermelhas, a alternância talvez não tenha sido devidamente observada, contudo, assegura Carrol, "os lances estão corretos". Quem será, então, o peão branco nesse jogo de xadrez entre filosofia e psicanálise? Quem terá dado as cartas em outras partidas? Quem mais especula nesse campo em que os lances são dados pelo trágico e pelo poético? O que fazer do que se diz logicamente impossível?

Evidentemente, a primeira coisa a fazer é um levantamento completo da região que vou atravessar são mais ou menos essas palavras de Alice. Contudo, à medida que se percorre a região, passando entre textos, a questão que se impõe é se é possível fazer as palavras significarem tantas coisas diferentes. Palavras delirantes. Ecos de antigas palavras como se, dor, utopia, alma, delírio, corpo, desamparo, colapso... Que significados e desvios sofrem tais palavras na passagem pela escrita de cada um? Por que trilhas a tradução desnatura palavras como acontecência, representidade, constanteações, natufactualidade, nascenciais? Inconsciente! O que Freud faz isso significar? O que os filósofos querem que signifique? Quem vai mandar? Quem pode manobrar o bando todo dessas palavras temperamentais?

Deixemos que as orelhas persondem, que se curvem às diferenças de tom. Deixemos que nos fascinem as palavras que se parecem encher nossas cabeças de ideias que não se sabe nunca exatamente quais são. Que as ficções teóricas estruturem uma verdade escorregadia, a da poeta sem poetar, a do homem acontecimento. A travessia desses textos surrealiza, embala, faz acontecências, desloca fragmentos, expõe lacunas, retranscreve traços, enlouquece, alucina, reafirma a lei do desejo. Só amarrados ao mastro ouvimos ao longe o canto das sereias.

Alice finalmente corre morro abaixo, salta o riacho, torna-se Rainha. Como calculado, o xeque-mate encerra o sonho em que o Rei também dormia. Contudo, o que se sonha nestes ensaios entre Psicanálise e Filosofia não é um sonho de acordar. Pela mão de outra criança que se faz aparecer e desaparecer no espelho do quarto, e põe em cena entre as cortinas do berço a morte da coisa e o nascer do símbolo, escreve-se o ritmo da tragédia humana; ritmo em que seu avô lê um além perturbador, a pulsão de morte, o espelho que Antígona, a mulher, atravessa, e segue até o fim. Utopia com e sem limites. E até o fim a leitura chega sem que se desatem os nós. Quem vê pensa que sonhou? Quem você pensa que le

APRESENTAÇÃO ............................................................................ 9


Primeiros questionamentos


1. KANT, SMERING E A POSSIBILIDADE DE UMA CIÊNCIA PSICANALÍTICA ................................................ 15
Osmyr Farta Gabbi Jr


2 FREUD E A FICÇÃO TEÓRICA DO APARELHO PSÍQUICO ................ 23
Leopoldo Fulgencio


3. ORIGEM EM HEIDEGGER E WINNICOTT ......................................... 41
Zeljko Loparic

Freud revisitado


4. A PSICANÁLISE FREUDIANA E A ClÊNCIA DO FENÔMENO PSÍQUlCO .......................................................................... 69
Elder Soares Santos


5, A CRÍTICA DE HEIDEGGER A CONCEPÇÃO FREUDIANA DE HISTÓRIA DE VIDA - DO COMEÇO À ORIGEM ................................... 81
Caroline Vasconcelos Ribeiro


6. O INCONSCIENTE PSÍQUICO NA METAPSICOLOGIA FREUDIANA:
DESENVOLVIMENTO E ARTICULAÇÕES CONCEITUAIS ............... 107
Fátima Caropreso


7. ALGUNS ASPECTOS RELACIONADOS AO CONCEITO FREUDIANO DE PRAZER E SEU MECANISMO PSÍQUICO ..................... 129
Sérgio Augusto Franco Fernandes


8. POR QUE LEMOS FREUD? UMA POSSIBILIDADE DE ENTENDER O CONVITE DO RETORNO A FREUD ............................ 137
Taiane Mara De Fellippo

Lacan, arte e tragédia


9. A FICÇÃO COMO TEORIA: REVISITANDO AS RELAÇÕES DE LACAN COM O SURREALISMO ..................................... 147
Richard Theisen Simanke


10. O ARTISTA E O PSICANALISTA: UM ENCONTRO POSSÍVEL - DUCHAMP, BEUYS, DALI .................................................... 171
Urânia Tourinho Peres


11. ÉDIPO DE NIETZSCHE ............................................................ 185
Adriana Delbô


12. TRAGÉDIA E DESEJO: A ANTÍGONA SEGUNDO LACAN......... 199
Suely Aires


13. O TRÁGICO E A TRAGÉDIA, VINCULAÇAO E ESCOLHA ......... 211
Carlos Pinto Corrêa

Discursividades


14. OS LIMITES DA UTOPIA ...................................................... 225
Luiz Roberto Monzani


15. O SABER, O CONCEITO E O DISCURSO PSICANALÍTICO ............ 241
Marcus do Rio Teixeira


16. ALGUMAS CONSIDERAÇÕES FILOSÓFICAS SOBRE DELÍRIO E ALUCINAÇÃO NO DSM-IV ....................................... 251
João José R. L. Almeida


SOBRE OS AUTORES .................................................................... 269



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