LINGUAGEM E GOZO

LINGUAGEM E GOZO

Código: 9788575910702

Categorias: Lacan / Lacan


Autor: NINA VIRGINIA DE ARAUJO LEITE / SUELY AIRES / VIVIANE VERAS
Editora: MERCADO DE LETRAS
Ano: 2007
Número de páginas: 215
Categoria Principal: Lacan

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O conceito de gozo surge tardiamente na obra de Lacan no Seminário 7: a ética da psicanálise (1959-1960) , se o comparamos à precoce incidência da linguagem em sua teorização (1953). Inicialmente derivado da pulsão de morte freudiana, o conceito de gozo vem incluir-se como questão ao longo das formulações lacanianas, e insiste disseminado, trabalhado na língua. Apresentar uma reflexão sobre o gozo a partir de sua articulação com a linguagem implica, de imediato, um pressuposto: não há identificação do ser com o corpo. O ser falante tem um corpo pulsional que é constituído pela incidência da linguagem no real do organismo. Deste modo, os caminhos do gozo estarão inarredavelmente atrelados aos efeitos do significante. Pensar o gozo no contexto dessa determinação levou Lacan a postular outra substância diversa daquelas apresentadas por Descartes: a substância gozante, na medida em que a substância do corpo é definida como aquilo de que se goza. Um corpo, isso se goza. Entretanto, se o gozo é materialmente determinado pelo significante, paradoxalmente é o próprio significante que vem fazer alto ao gozo, impondo a necessidade de refletirmos sobre a perda de gozo que a linguagem introduz. Na presente coletânea encontramos algo como uma caleidoscopia da relação entre linguagem e gozo, distribuída em quatro passagens temáticas: (1) na literatura, (2) outra arte, (3) na clínica e (4) na contemporaneidade.

Há livros para os quais é preciso ter orelha. Escutar é preciso. E é disso que falam os escritos aqui recolhidos. Trata-se mesmo de escutar, de ler em voz alta o que se escreve além dos sentidos, como gozo, em Joyce, Artaud, Woolf, Greenaway, Wolfson e tantos chamados a essa escuta de outros, de que palavra Pessoa, criando ritmos verbais, tocando o corpo das palavras.
Há livros para os quais é preciso ter orelha.
Quanto à do livro, basta pensar uma vez para achar estranho escrever uma orelha, ou escrever nas orelhas. Para que servem, afinal? Viradas para dentro, tapadas, muitas vezes postadas na fresta em que a leitura se interrompeu? Mas um livro sem orelhas deixa sua capa sem dobras, sem lugar para a pulga que o poeta Drummond, lidando com coisas e palavras, deixa em seu Poema-orelha, orelha ou boca sequiosa de palavras?. E, embora a orelha pouco explique do livro, o poeta fia-se nela para recomendá-lo ao leitor.
Há livros para os quais é preciso ter orelha.
Na orla, na margem, no beiral, as orelhas se abrem para que as vozes atravessem o livro e ressoem. Que o livro seja menos para entender e mais para espicaçar, para levar a becos sem saída, para contrariar nossos valores. Escutar é preciso. Ecos de Pessoa e de um escrito no folhear de Bernardo Soares: Apenas é compreensível dar bons conselhos aos outros para saber bem, ao agir o contrário, que somos bem nós, bem em desacordo. (Viviane Veras)

APRESENTAÇÃO ............................................................................. 7


... NA LITERATURA


JOYCE E LACAN: UM GOZO DITO OPACO ................................... 15
Cláudia Thereza Guimarães de Lemos


VERTIGEM E DISPERSÃO OU DOS MODOS DE GOZO EM
CLARICE LISPECTOR E EM VIRGÍNIA WOOLF ................................... 25
Flávia Trocoli


O JOYCE DE LACAN E () O NOSSO ................................................. 45
Luiz Alberto de Miranda


ANTONIN ARTAUD: ARTE E SUBJETIVIDADE .................................... 57
Sonia Borges


1-1=0: SUBTRAÇÕES PSÍQUICAS ...................................................... 67
Edson de Sousa


... OUTRARTE


UMA CALIGRAFIA CINEMATOGRÁFICA: SOBRE ESCRITA,
CORPO, CINEMA E PSICANÁLISE ................................................... 77
Heloísa Caldas



0(A)BJETO: REFLEXÕES EM TORNO DA SOCIEDADE E DA ARTE CONTEMPORÂNEAS ................................... 95
Mareio Pizarro


LALÍNGUA: TERRITÓRIO DO GOZO / GOZO: TERRITÓRIO DE LALÍNGUA ...115
Nina Virgínia de Araújo Leite


GOZO: O QUE NÃO TEM CONCERTO NEM NUNCA TERÀ .................. 127
Viviane Veras


...NA CLÍNICA


INVOCAÇÃO E MALDIÇÃO ............................................................... 141
Angela Vorcaro e Flávia G. Dutra


A VOZ EM SILÊNCIO ...................................................................... 147
Cláudia Aparecida de Oliveira Leite


MARCAS CORPORAIS: GOZO E PSICOSE ....................................... 153
Suely Aires


ANOREXIAS: GOZO OU BARREIRA .......................................... 171
Eliana Benguela


... NA CONTEMPORANEIDADE


DA CONDIÇÃO DE SUJEITO NA CULTURA ATUAL .......................... 185
Eduardo Vêrãno


O POUCO DE LIBERDADE ............................................................... 191
Ricardo Goldenberg


O DISCURSO DO CAPITALISTA, A PSICANÁLISE E A EDUCAÇÃO ... 197
Rinaldo Voltolini


SOBRE OS AUTORES ................................................................... 213




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