MAL-ESTAR NA ATUALIDADE - A PSICANÁLISE E AS NOVAS FORMAS DE SUBJETIVAÇÃO

MAL-ESTAR NA ATUALIDADE - A PSICANÁLISE E AS NOVAS FORMAS DE SUBJETIVAÇÃO

Código: 9788520013830

Categorias: Lacan / Lacan


Autor: JOEL BIRMAN
Editora: CIVILIZAÇÃO BRASILEIRA
Coleção: Sujeito e História
Ano: 2020 - 14ª edição
Número de páginas: 320
Categoria principal: Lacan


item indisponível0 unidades em estoque.
  Avise-me quando disponível

Não disponível

Compre com segurança

Compartilhe

A psicanálise como discurso crítico sistemático sobre a cultura e força transformadora da sociedade. Edição com capa nova e posfácio inédito do autor, 10 anos depois de sua primeira edição.

"Depois de toda guerra […]// Alguém tem que deitar ali/ na grama que cobriu/ as causas e consequências,/ com um matinho entre os dentes/ e o olhar perdido nas nuvens." Como se nos lembrasse os versos de "O fim e o início", da poeta Wisława Szymborska, Joel Birman, em Mal-estar na atualidade, ressalta a importância da existência de um tempo-espaço imbuído de potência analítica e transformadora da realidade.
Ao promover o encontro entre as observações de Sigmund Freud em O mal-estar na civilização e o pensamento de Jacques Lacan sobre a ética da psicanálise e os seus desdobramentos políticos, Joel Birman reafirma a ideia de que, mais do que um método terapêutico, a psicanálise é um discurso crítico sistemático sobre a cultura. É também lugar subjetivo privilegiado para a reconexão do indivíduo (e, por isso, para a reconexão da sociedade) com a verdade, de maneira que seja possível experimentar a realidade (com todos os seus prazeres e suas dores) e, de maneira radical e revolucionária, transformá-la.
Nesse processo de construção artesanal de "um estilo de existência caracterizado pela singularidade e pela diferença" – como Birman registra –, o sujeito se assemelha ao poeta que, ao buscar o nome das coisas desde a raiz, empreende uma escrita-vida singular. E dessa forma, a psicanálise, da mesma maneira que a poesia, surge como um caminho de vida possível, no sentido oposto ao da barbárie.
Esta edição foi acrescida de posfácio inédito do autor, 10 anos depois de sua primeira publicação. O livro se organiza em quatro partes: A psicanálise e seus impasses, As novas formas de subjetivação, As subjetividades e as drogas e A violência e seus destinos.

APRESENTAÇÃO

Os destinos do desejo no mal-estar da atualidade 13

I. OS DESTINOS DO DESEJO 15

II. A MODERNIDADE E O MAL-ESTAR 17

III. O MAL-ESTAR NA PSICANÁLISE? 18

IV. O CORPO, O AFETO E A AÇÃO 20

V. O ESPETÁCULO E A CULTURA DO NARCISISMO 23

VI. O ETHOS DA VIOLÊNCIA 24

VII. RECOMEÇAR 26


PARTE 1: A PSICANÁLISE E SEUS IMPASSES 29

A sustentável leveza do psicanalista - Variações sobre o desamparo e a feminilidade 31

I. UM TIRO QUE SAIU PELA CULATRA? 33

II. APOSTAR NAS DISSONÂNCIAS DA ATUALIDADE 35

lII. A ÉTICA E A POLÍTICA DO DESAMPARO 38

IV. SUJEITO, ESTILO E SUBLIMAÇÃO 46

V. PEQUENOS ASSASSINATOS 50

VI. PARA CONCLUIR AS VARIAÇÕES 52


O corpo, o afeto e a intensidade em psicanálise 55

II.O NÃO-LUGAR DO CORPO 57

II. OS SIGNOS DA EXCLUSÃO 58

III. A EXPULSÃO DO AFETO 60

IV. PAGA-SE UM PREÇO POR ISSO? 61

V. O CORPO E O ORGANISMO 62

VI. UMA NOVA CARTOGRAFIA DO CORPO 64

VIl. O CORPO COMO DESTINO 65

VIII. UM SISTEMA DE EQUIVALÊNCIAS SIMBÓLICAS E DE PRAZERES 67

IX. OS DIFERENTES REGISTROS DO EU-CORPO 68

X. FORMAS E DINÂMICAS DO CORPO 69

XI. INCORPORAÇÃO, INTROJEÇÃO E IDENTIFICAÇÃO 70

XII. FUNDAMENTO METAPSICOLÓGICO 71

XIII. A VERTENTE CLÍNICA 72

XIV. A AFETAÇÃO E A SIMBOLIZAÇÃO 73

XV. OS LIMITES DO DECIFRAMENTO 75

XVI. PROPOSIÇÕES PARA A PRÁTICA 76


A mais-valia vai acabar, seu Joaquim - Sobre o mal-estar da psicanálise 79

I. O QUE DEVO FAZER? 81

II. MODERNIDADE E TRADIÇÃO 83

III. ASCENSÃO E QUEDA 86

IV. MODERNIDADE E PÓS-MODERNIDADE 88

V. NARCISISMO E INDIVIDUALISMO 92

VI. PLATONISMOS E CORPOREIDADE 94

VIl. NÃO SE ESQUEÇAM DE MIM 96

VIII. LOGOS VERSUS PRAXIS 99

IX. DESAMPARO E FEMINILIDADE   101


A invenção desejante da psicanálise - Sobre os impasses na transmissão da psicanálise 105

I. DESAFIANDO O DESTINO 107

II. ENCRUZILHADA TRÁGICA 111

III. PERCURSO CRÍTICO 115

IV. EVITAMENTO QUASE IMPOSSÍVEL 118

V. UMA QUESTÃO ESTRUTURAL 119

VI. MISÉRIA PSÍQUICA E MASOQUISMO 121

VIl. PROMESSA MORTÍFERA 124

VIII. SUBMISSÃO E FIDELIDADE 126

IX. UTOPIA? 128


O mal-estar na modernidade e a psicanálise - A psicanálise à prova do social 131

I. OS DISCURSOS FREUDIANOS SOBRE O SOCIAL 133

II. A CONFIGURAÇÃO ATUAL DOS SABERES SOBRE O PSÍQUICO 135

III. ENTRE HARMONIA E DESARMONIA 139

IV.DESCONTINUIDADEEMETAPSICOLOGIA 143

V. NATUREZA E LIBERDADE 151

Vl. DECEPÇÃO, PROMESSA E ILUSÃO 155


PARTE 2: AS NOVAS FORMAS DE SUBJETIVAÇÃO 159

O sujeito de colarinho branco - O dentro-de-si e o fora-de-si nas figurações atuais da subjetividade 161


I. FORA-DE-SI VERSUS DENTRO-DE-SI 163

II. ENTRE A NATURALIZAÇÃO E A CRÍTICA 165

III. A REVERSÃO DO SUJEITO 167

IV. DO ENTENDIMENTO AO SUJEITO 170

V. O SUJEITO E A INTERIORIDADE 172

VI. A FILOSOFIA DO SUJEITO 174

VII. A DESRAZÃO E SEUS DESTINOS 176

VIII. A CULTURA DO NARCISISMO E DO ESPETÁCULO 179

IX. HUMILHADOS E OFENDIDOS 181

X. O FORA-DE-SI DE COLARINHO BRANCO 183

XI. A FILOSOFIA DO SUJEITO NO LIMBO 185


A psicopatologia na pós-modernidade - As alquimias no mal-estar da atualidade 187

I. A CLÍNICA NA ATUALIDADE 189

II.ENIGMAS? 191

III. O PARADIGMA DAS NEUROCIÊNCIAS 192

IV.INVERSÕES 195

V. FUNCIONALIDADES E ACONTECIMENTOS 196

VI. O ESPETÁCULO E O NARCISISMO 198

VIl. DENTRO-DE-SI E FORA-DE-SI 202

VIII. ALQUIMIAS 204


PARTE 3: AS SUBJETIVIDADES E AS DROGAS 207

Feitiço e feiticeiro no pacto com o diabo - A psicanálise e a questão das toxicomanias 209

I. AS TOXICOMANIAS COMO QUESTÃO 211

II. UM NOVO FAUSTO? 213

III. POR UMA CONCEPÇÃO ESTRUTURAL 218

IV. REPENSANDO A TRADIÇÃO PSICANALÍTICA 221

V. A ESTRUTURA PSÍQUICA NAS TOXICOMANIAS 225


Dioniso desencantado 231

I. A INTERDISCIPLINARIDADE EM PAUTA 233

II. ECONOMIA DOS SIGNOS E ECONOMIA POLÍTICA 235

III. UMA CRÍTICA DA CRIMINALIZAÇÂO 236

IV. UMA LEITURA ESTRUTURAL 237

V. OS IMPASSES NO PSICANALISAR 240

VI. DESAMPARO NO MUNDO DESENCANTADO 241


Que droga!!! 247

I. APOCALIPSE? 249

II. AMBIGUIDADES 251

III. DO ADMIRÁVEL MUNDO NOVO À DESESPERANÇA 254

IV. O ARTESANATO, A INDÚSTRIA E OS SABERES BIOLÔGICOS 256

V. O EVITAMENTO DA DOR 258

VI. DEPRIMIDOS, PANICADOS E TOXICÔMANOS 261


PARTE 4: VIOLÊNCIA E SEUS DESTINOS 267


A racionalidade do tempo nos impasses do sujeito - Sobre a

perversão, o poder e a temporalidade 269

I. O GESTO INAUGURAL E O SINTOMA 271

II. O POLIMORFISMO DO SEXUAL 273

III. A DIFERENÇA IMPOSSÍVEL 275

IV. HOMOGENEIDADE, POBREZA ERÓTICA E COLAPSO SIMBÓLICO 280

V. A RACIONALIDADE E A EXTRAÇÃO DO TEMPO 283

VI. ENTRE O TEMPO DO GOZO E A GOZAÇÃO DO TEMPO 286


A economia do gozo e os impasses da justiça - Uma leitura
psicanalítica da justiça 289

l. O HOMEM FORTE, A ÉTICA DO DESEJO E A ORDEM DEMOCRÁTICA 291

II. A UNIVERSALIDADE DA LEI E OS IMPASSES DO REGISTRO SIMBÓLICO 292

III. DO UNIVERSO DA LEI AOS DISPOSITIVOS DE PODER DA JUSTIÇA 297

IV. ECONOMIA POLÍTICA E ECONOMIA PULSIONAL 300

V. CULTURA DO NARCISISMO, VIOLÊNCIA E RELIGIOSIDADE 302


A derrota da intolerância?! 307

I. O HORROR NA ATUALIDADE 309

II. O QUE PSICANÁLISE TEM A VER COM ISSO? 312

III. AMOR DE SI E AMOR DO OUTRO 315

IV. A VIOLÊNCIA, A HOMOGENEIDADE E O CAPITAL ERÓTICO 316

POSFÁCIO À 13ª EDIÇÃO
ATUALIDADE NA LEITURA DO MAL-ESTAR 319



Forma de pagamento

Forma de pagamento