AD SORORES QUATUOR - OS QUATRO DISCURSOS DE LACAN - SEMINÁRIO 1978

AD SORORES QUATUOR - OS QUATRO DISCURSOS DE LACAN - SEMINÁRIO 1978

Código: 9788587727206 (CO)

Categorias: Lacan / Lacan

Marca: Novamente


Autor: M.D. MAGNO
Editora: NOVAMENTE
Ano: 2007
Número de páginas: 276
Categoria Principal: Lacan

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O Seminário O Avesso da Psicanálise foi proferido por Jacques Lacan em 1969/1970. Menos de uma década depois, em 1978, no Rio de Janeiro, MD Magno realizava seu Seminário Ad Sorores Quatuor ¿ cujo texto chega agora ao leitor ¿, dedicado ao tema dos Quatro Discursos então propostos por Lacan. Às Quatro Irmãs, inscrição encontrada em antiga tabuleta romana em modo de anunciar oferta dos serviços profissionais daquelas que ganhavam com seus corpos (quae corpore merent), serve ao autor de mote para investigar as maneiras como se ¿incorporam¿ os discursos apresentados por Lacan. Propor a investigação dessa ¿incorporação¿ é buscar a razão ou modo de construção dos quatro discursos, ou seja, sua arquitetura. Às Quatro Irmãs, portanto, como quem diz às quatro letras (S1, S2, $, a) que, em giratório nos quatro lugares (agente, verdade, outro, produção), por suas diferentes posições, escrevem as possibilidades discursivas do falante. O que se busca, então, é o entendimento da proposição lacaniana de haver certas relações fundamentais estáveis que percorrem a multiparidade dos enunciados e de que é possível fornecer um aparelho escrito, no sentido de desconteudizado, matemizado e abstraído. Insiste-se na função do Impossível que percorre os quatro discursos, que só têm inteligibilidade pela hipótese psicanalítica do Inconsciente sexual, tornado arché de qualquer discurso ou lógica. Aí reside o ponto alto deste livro: a lição lacaniana do sujeito como puro corte ¿ secção ou sexão, portanto ¿, e do significante como pura escansão, é aqui apresentada a partir de uma topologia do espelho. Não se trata da função especular, necessária ao entendimento lacaniano do sujeito como instalação da ordem simbólica, auxiliado pelo processo identificatório a partir da experiência da imagem do corpo como unidade coerente imaginária. É, antes, a lógica do espelho proposta como banda de Moebius, objeto topológico que permite anotar, como modelo de operação da mente, a competência originária de virar ao avesso o que quer que se apresente a essa superfície unilátera. Temos, portanto, o espelho agora topologicamente concebido como a lógica do Real. No percurso do autor de construir a Nova Psicanálise, este livro configura um momento importante, ao assimilar a noção psicanalítica de Real ao espelho enquanto função de Impossível e desejado atravessamento definitivo, que não há, experiência originária que, ela sim, viabiliza e suscita toda e qualquer travessia.

1. TRADIÇÃO FREUDIANA (OU A ATRA DICÇÃO FREUDIANA)

Entendimento dos quatro discursos como arquitetura - Exame da noção de tradição a partir do exemplo pitagórico - Princípio do Logos sagrado no pensamento pitagórico - Vigor da razão áurea na história. 9


2. MAIS GOZAR: NÃO MAIS-GOZAR

Entendimento da lógica do objeto a a partir do número de ouro - Objeto a: nodalização de R, S e l - Discussão sobre o paradoxo de Russell - Mais-valia e mais-gozar - Constituição do sujeito a partir do traço unário - Significante como alteridade radical - S1 e S2: relação fundamental - Leclaire: inconsciente é condição da linguagem x Lacan: linguagem é condição do inconsciente - Não há interpretação em psicanálise. 29


3. LUGARES, LETRAS, BARRAS, TRAÇOS

Análise de um poema de Fernando Pessoa - Esclarecimentos sobre o conceito de Outro em psicanálise - Traço unário como condição de identificação - Estatuto do saber e processo psicanalítico - Relação entre sexualidade e falta - Estrutura alienante do sujeito - Quatro elementos fundamentais da ordem discursiva: S1, S2, $ e a - Questões sobre verdade em psicanálise. 55


4. ESTRUTURAS E POSIÇÕES

Discurso e suas formações de base - Articulação entre os elementos fundamentais do discurso - Nodulamento borromeano e função do sintoma - Sintoma como posicionamento discursivo - Modo de produção discursiva: agente, verdade, outro, produção - Rotação das posições: discursos do mestre, da histérica, do analista e do universitário. 77


5. A QUADRILHA

Sintoma como Nome do Pai (metáfora paterna) - Exame dos discursos do senhor, da histérica, do analista e do universitário - Discussão sobre passe em psicanálise -Senso Contra Censo: equivalência entre passe e ato poético - Estatuto da matemização em psicanálise - Psicanálise não é hermenêutica. 103


6. TOPOLOGIA DO ESPELHO

Investigação sobre o espelho - Espelho é banda de Moebius - Entendimento da análise a partir do modelo óptico de Lacan - Estrutura do espelho e lógica do significante - Questões sobre instituição, transferência e interpretação. 123


7. SEXUAÇÃO E ANATOMIA

Discussão com Serge Leclaire a propósito do feminino - Retomada da lógica da sexuação de Lacan a partir das fórmulas quânticas - Questionamento da relação entre anatomia e sexuação em Leclaire - Proposição de esquema sobre gozo masculino, gozo feminino e gozo dos anjos. 151


8. GIRATÓRIO DOS DISCURSOS

Especificidade do discurso do analista - Esclarecimento sobre ato e interpretação - Consequência da lógica da sexuação: os homens não existem, a não ser como discurso - Questões sobre a função do analista.175


9. GOZO, PRAZER E TRANSFERÊNCIA

Discussão sobre gozo e sua relação com prazer - Exame da interdição do incesto a partir do registro simbólico - Função paterna e produção de limite - Ordem pictórica é hiper-verbal - Gozo e prazer no regime da transferência - Vigência psicôtica do falante. 193


10. PRAZER, GOZO, ETC.

Comentário sobre o seminário Para uma teoria del complejo de Edipo, de Serge Leclaire - Desejo e princípio do prazer a partir da lógica do significante - Constituição da função materna - Binômio Lei/Desejo - Questões sobre pulsão, gozo e verdade. 209


11. ESCREVIDÃO

Intervenção de Betty Milan sobre Sebastião do Rio de Janeiro, de MD Magno - Relação entre obra de arte e psicanálise - Com-sideraçao da obra de arte: atingimento do Sentido -Sublimação e fetiche na obra de arte - Crítica ao libertarismo de Deleuze e Guattari. 229


12. HIÂNCIA

Função da hiância nos construtos teôricos da psicanálise - Função lógica e topológica do não-todo - Tópica freudiana como tentativa de construção topológica - Jogos transferenciais não são interpretação - Formação de analista. 245


13. FÁLIA

Falha ôntica do falante: Fália - Requisição do impossível e faz-de-conta a partir do conto Nada e a nossa condição, de Guimarães Rosa - Partição da sexuação difere da ordem imaginária. 259


ENSINO DE MD MAGNO 271



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