FAMÍLIA, PARENTALIDADE E ÉPOCA UM ESTUDO PSICANALÍTICO

FAMÍLIA, PARENTALIDADE E ÉPOCA UM ESTUDO PSICANALÍTICO

Código: 9788571373471 (CO)

Marca: Escuta


Autor: DANIELA WALDMAN TEPERMAN

Editora: ESCUTA

Ano: 2014

Número de páginas: 256

Categoria Principal: Família e Casal - Teoria e Clínica



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Parentalidade é um neologismo que vem ganhando consistência nos últimos anos e que tende a substituir o termo família. É possível localizar essa preocupação em diversos autores, de diferentes disciplinas, extraindo da possível substituição diferentes consequências. Haveria mesmo nesse novo termo, e nos discursos que lhe são subjacentes, essa pretensão? Sustentar-se-ia tal pretensão na leitura de que a família vive uma crise sem precedentes na atualidade? A parentalidade implicaria um risco para a transmissão familiar?


A família como resíduo, ancorada nas funções materna e paterna e nos modos como pai e mãe se conformam em semblantes, está do lado da estrutura: necessária, mas pendente do que é da ordem da contingência, ou seja, é descompletada pelos traços, posições e valores que prevalecem em uma determinada época no laço social e pela posição singular dos sujeitos implicados em cada uma dessas funções. A psicanálise, ao bascular entre o universal e o homogêneo que os discursos sobre a parentalidade veicula, e a singularidade inerente à noção de família como resíduo, faz comparecer a impossibilidade de recobrimento da falta(condensada no aforismo lacaniano não há relação sexual). De modo que ao PARA TODOS dos discursos sobre a parentalidade, à psicanálise cabe responder reenviando cada família à sua singularidade.


Contudo, o impasse se produz quando a parentalidade é apresentada como necessariamente aniquiladora da família em sua condição de resíduo, implicando um risco para as crianças, para os filhos da parentalidade. O encontro da autora com o livro O dia em que meu pai se calou, de Virginie Linhart - principalmente o espanto diante do enunciado as crianças de 68 - habilitou um posicionamento dos autores, que, ancorados nas mudanças no âmbito da família, prenunciam um futuro dramático para o sujeito.

PREFÁCIO, Rinaldo Voltolini 9
INTRODUÇÃO 13

1. A FAMÍLIA NA PSICANÁLISE DE ORIENTAÇÃO LACANIANA 19
Os complexos familiares na formação do indivíduo 20
A influência de Durkheim 33
Família, antropologia e psicanálise 38
A tese do declínio da imago paterna
e suas consequências 45
Do pai de família ao pai real como resíduo:
as declinações do pai em Lacan 54
A família como resíduo 74

2. MUDANÇAS NO CONTEXTO HISTÓRICO, MUDANÇAS NA FAMÍLIA 79
Da conjugalidade à parentalidade 84
As novas configurações familiares 89
Época: um recorte específico na história 99
Do mal-estar na civilização ao mal-estar na atualidade 107

3. A PARENTALIDADE COMO O SINTOMÁTICO DESTA ÉPOCA 123
A parentalidade como um meio de nomear
aquele que ocupa o lugar 124
A parentalidade como um meio de dar conta
das transformações no campo da família 127
A parentalidade como um discurso de ordem pública 133
O apoio à parentalidade na França 134
O especialista da família 139
Winnicott e o apoio negativo aos pais 147
Françoise Dolto e a Maison Verte 155
A parentalidade como sintomático desta época 164

4. UM NÓS QUE NÃO EXISTE 173
A pesquisa de Virginie 176
As crianças de 68 184
O silêncio do pai 195

5. A PARENTALIDADE PARA TODOS,
NÃO SEM A FAMÍLIA DE CADA UM 201

REFERÊNCIAS 209



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