O QUE ACONTECE NO ATO ANALÍTICO? A EXPERIÊNCIA DA PSICANÁLISE

O QUE ACONTECE NO ATO ANALÍTICO? A EXPERIÊNCIA DA PSICANÁLISE

Código: 9788585717599 (CO)

Categorias: Lacan / Lacan


LIVRO COM PÁGINAS AMARELADAS E MANCHADAS



Autor: Roberto Harari

Tradução: André Luis de Oliveira Lopes

Editora: Companhia de Freud

Ano: 2001

Nº páginas: 293

Categoria Principal: Lacan



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LIVRO COM PÁGINAS AMARELADAS E MANCHADAS

 

O sujeito advertido, portanto, se gera em análise. Como acontece isso? No parecer de Lacan: "Só é julgável" - sempre em alusão ao sujeito advertido - "em referência a um ato que se trata de construir como aquele onde, reiterando-se, a castração se instaura como passagem ao ato [...]". Ou seja: ao reiterar-se a castração, o ato se instaura como passagem ao ato, o que, pelo até aqui exposto, não cabe senão qualificar como esclarecido. Mas o que nos permite propor um novo quadrângulo é esta continuação: "[...] do mesmo modo que seu complemento, o trabalho psicanalítico mesmo, se reitera, anulando-se, como sublimação". A reiteração, segundo a operatória própria do grupo de Klein, não ratifica "o mesmo"; efetivamente, o retorno não liquida a operação voltando à "folha em branco", pois gera uma circunstância novadora, refundadora. Da mesma maneira, como dissemos, a castração se afirma ao reiterar-se anulando-se na passagem ao ato. É imprescindível, para compreender qualquer intelecção, tolerar este paradoxo: reafirma-se e anula-se, gerando, instaurando, uma nova circunstância. Por isso, o trabalho analítico reafirma-se, reitera-se e anula-se, na sublimação.

LIVRO COM PÁGINAS AMARELADAS E MANCHADAS

 

NOTA PRELIMINAR, 19
PRIMEIRA PARTE: A PARTIR DA FALHA NO NOME. HETERONÍMIA

CAPÍTULO 1: EM NOME DA PSICANÁLISE
Introdução: perguntas atuais, 25

I. O que é ensinar psicanálise, 27
Do discurso do mestre(-amo) ao analista analisando, 27
Psicanálise e educação. A análise didática, 29
Uma crítica, 29
Sua proposta, 30
Aprendizagem interminável, 30
Ato de ensino, 31
3. O discípulo e a ignorância de seu mestre, 32

lI. É POSSÍVEL A AUTO-ANÁLISE?, 33
Questões de correspondência, 33
Análise versus analista, 35
O ato analítico requer do Outro, 36

IlI. UM BANHO DE ESQUECIMENTO, 38
Um Ponche de Lethe, 38
Em análise trata-se de esquecer, 40
IV. Sobre o ato. Questões de tradução?, 42


CAPÍTULO 2: DA EFICÁCIA DA AçÁo AO ESQUECIMENTO DO
NOME PRÓPRIO, 45

I. A AÇÃO ESPECÍFICA, 45
Características, 46
Conseqüências, 48
Uma moral, 48
Na técnica, 49

lI. O ESQUECIMENTO, 50
Fabricação do caso Signorelli por parte de Freud, 50
Documento secreto, 51
Documentos públicos, 53
Sobre o mecanismo psíquico do esquecimento, 53
O esquecimento de nomes próprios, 53
Fabricação do caso Signorelli por parte de Lacan, 60
Os erros, 60
Auto-análise, 60
Discurso médico, 61
A substituição heteronímica, 62
A metôfora, 62
Heteronímia, 63
A letra não é o significante, 65
Máquina caça-níqueis, 65
Tipogrcifia: o olho da letra, 65
a. Não redutível, 66
Significante e presença, 67

CAPÍTULO 3: Do NOME PRÓPRIO À SEPARAÇÃO
HETERONÍMICA, 69

I. Novos OPERADORES CONCEITUAIS, 69
Um furo no olhar, 70
Sig de Sigmund, 70
O fonema, 72
No fundo (do furo) sempre resta algo, 73
Sutura do furo, 74
Um resto e uma falha, 74
Progresso sobre Pessoa, 75
Identificação imaginária, 76
Desconhecimento próprio do amável, 76
Lugar do escotoma, 77
Em via de um nome, 79
Através da religião do pai, 80
O nome de batismo, 81
Seu lugar de amável, 82
Através de uma amada, 84
Assinaturas, 84
Lembranças, 84

lI. Da sutura alienante ao ato separador, 86
O heterônimo encobridor, 87
A. Do desejo do Outro, 87
B .... à separação sinthomal, 87
Lembranças encobridoras, 88
Características, 89
Mais um passo, 90
3. Acerta no fracasso, 91

CAPÍTULO 4: O QUE TEM DE PRÓPRIO O NOME PRÓPRIO?, 93

I. DE PALAVRAS E COISAS, 94
O comum e o particular, 94
Nomenclatura e arbitrariedade, 94
Os lógicos, 95
Fantasma de adequação, 96
A nominação simbólica, 97

lI. DE PESSOA A LACAN, 98
Recordando o esquecimento, 100
O poeta fingi/dor, 101

Fora de sua pessoa, 102
O escrito gera o escritor?, 103
Questões de estilo, 104
A. Drama em gente, 105

SEGUNDA PARTE: A PARTIR DA FALHA NO ATO. PRETERIÇÃO, 107
CAPÍTULO 5: O IRRELEVANTE DOS ATOS COTIDIANOS, 109

I. Atos sintomáticos e casuais, 109
Sem pedir desculpas, 111
O contingente, 112
O sintomático, 113
De forma histericizada, 115
O analista assombrado, 115
O ato enquanto sintoma, 116
O material, 116
Mas não só sintoma, 119
Apólogo, 120

lI. UM AGRUPAMENTO, 121
O gozo no tique, 122
Idéias a respeito, 123
Repetição de gozos, 124
Elevar o gesto à dignidade de ato, 126
O jogador assombrado, 126
A lógica em jogo, 128
O caldeirão emprestado, 128
As escansões do tempo lógico, 130
O hábito, 131
O operador em questão, 132
Estrutura de desconhecimento, 132
Representante da representação, 133
O mecanismo: a Verleugnung, 134

CAPÍTULO 6: UMA PROPOSTA: O DISCURSO DA FENDA, 135

I. Introdução: A equivocação e o erro, 136

II. A abertura, 138
O falho de todo ato, 138
Sem anúncio, 140
A antecipação imaginária, 140
O pensamento inconsciente, 141
Elogio sem eufemismos, 142

III. OUTRO LUGAR DO ANALISTA, 144
O discurso do amo(-mestre), 144
Implica outro discurso?, 146
A demanda fundamental, 149

IV. COM A CATEGORIA DE ATO, 150
Recurso discursivo, 151
A busca, 152
O termo, 153
Sobre a preterição, 154
A modo de conclusão, 157
Um estilo, os estilos comunicadonais, 157
O sujeito inadvertido, 158

CAPÍTULO 7: O ATO NO Acting-out, 161
PROLEGÔMENOS AO acting-out, 162

I. Ações de repetição, 162
Repetição imaginária, 162
Repetição real, 164
Vel da alienação, 166
Isso é o inconsciente?, 168
Para além das tópicas, 169
De-mentes pensantes, 169
Desvelar o operador, 172
Determinação do ato, 172
Mutação subjetiva, 172
Tornando a começar, 174
Para o escândalo, 175
Falta e pensamento?, 175

II. O acting-out, 177
De goles letrinamente cerceados, 177
O caso, 177
O percurso, 178
Resgate do termo, 179
Pontuações sobre o conceito, 181

CAPÍTULO 8: O ATO NA PASSAGEM AO ATO, 187
PROLEGÔMENOS À PASSAGEM AO ATO, 187

I. A partir do semblante, 187
A. A paixão em cena, 189
A partir do escópico, 191
A visão do a, 191
A certeza, 192
Pisos na constituição do a, 194
O luto, 195
Novos objetos em cena, 196
O objeto d(o) amor, 198

II. A PASSAGEM AO ATO, 199
O suicídio, 199
Identificação absoluta com o a, 199
Condição maníaca, 200
Pontuações sobre o conceito, 201
Notas sobre um fenômeno psicossomático, 206

TERCEIRA PARTE: A PARTIR DA SITUAÇÃO ANALÍTICA. NOVAÇÃO
CAPÍTULO 9: APROXIMAÇÃO AO ATO ANALÍTICO, 209

I. EFEITOS DO ATO, 210
De volta à Verleugnung, 210
A. o quadro da angústia, 211
Situação no grafo do desejo, 213
Acting-out, 215
Passagem ao ato, 216
A constituição subjetiva, 217
Alienação, 218
Separação, 220

II. UM EFEITO: O SUJEITO ADVERTIDO, 221

III. QUATRO REALIZAÇÕES DO FANTASMA, 223
1. Destinos do fantasma, 225

IV. ATÉ A SITUAÇÃO ANALÍTICA, 228
Montagem do acting-out: adejo do enroscado, 228
Saber-fazer-ali-com a transferência, 229
Há, em algum lugar, 230
Acontecer analítico, 231

CAPÍTULO 10: COLOCAÇÃO EM ATO, 223

I. O CONTEXTO SEMÃNTICO, 223
Advertido, 223
Colocação em ato, 236
Atualização é exteriorização?, 236
Potência-ato: exteriorização, 237
Ex postfacto: colocação em dia, 238
Novação, 239
Ordem da refundação, 241
Implicações para as neuroses atuais, 242

II. REALIDADE DO INCONSCIENTE, 243
Uma omissão: a realidade fantasma, 244
Fantasma enroscado na transferência, 244

III. CARACTERIZAÇÕES DO ATO ANALÍTICO, 246
Teoria versus prática?, 246
Exprimindo especulações, 246
Horror ao/do ato, 248
Na supervisão, 249
Literalizar o a, 250
Identidade do analista?, 251
Lugar do analista, 251
Vacilação calculada, 252
Desdém, 253
Dúvida, 253
Sustentar a transferência, 254
Evacuar o Sujeito-suposto-ao-Saber, 255
Paradoxo constitutivo, 255
Termina ou começa com o a?, 256
Ideal não é idealização, 257

IV. O QUADRÂNGULO COMO ESCRITA DO GRUPO DE KLEIN, 258
A operação por destacar, 258
Os lugares, 261
O analisando, 261
O analista, 261

CAPÍTULO 11: ORE-ATO SINTHOMAL, 263

I. DE NOVO: REPETIÇÃO E ATO, 263
Da paixão à ação, 264
Da paixão no ato, 266
O que sobrevém, 266
O redobramento significante, 266

II. NA CADEIA BORROMEANA DE TRÊS, 267
O desejo que (não) inibe, 268
Três nos três, 269
Três de Freud nos três de Lacan, 269
Nossa proposta, 270

III. SOBRE A SUBLIMAÇÃO E O SINTHOMA, 271
A sublimação, 274
Mal-entendidos sobre a satisfação, 274
Qual é finalidade?, 274
De que objeto se trata?, 276
Definição-aforismo, 277
Uma nova posição subjetiva, 278
O fruto, 278
A reiteração anulatória e geradora, 274
Salto programático. E o sujeito dividido?, 280
Noções, 280
Reformulação, 281
Sinthoma, 283
O gozo mental, 283
Final de análise, 283
Saber-fazer-ali-com o gozo podre, 284
O Um, 285
Outro. a. E a dlUn, 285
Há Um, 287
Um aforismo condensador, 287
Passagem do não-ser ao ser, 288

IV. MOMENTO DE CONCLUIR, 290



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