PSICOSE - ENSAIOS CLÍNICOS

PSICOSE - ENSAIOS CLÍNICOS

Código: 9788573093377

Categorias: Psicose / Psicopatologia

Marca: Revinter


Organizador: Francisco R. de Farias
Editora: Revinter
Coleção Freudiana
Ano: 1999
Número de páginas: 125
Categoria Principal: Psicopatologia


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Dentre as várias maneiras que o homem dispõe para exprimir a alteração estrutural enquanto presença viva e materializada de um mundo desenraizado e confuso, encontramos a psicose. A vivência catastrófica do mundo circundante e o estado de ruínas do Eu fazem do psicótico um ser errante por não dispor de meios para de fazer ouvir ou se fazer entender. Daí ser a psicose a ruptura de toda e qualquer ligação; no dizer freudiano, uma espécie de defesa radical que ejeta o sujeito num cosmos onde reinam a desordem e a dificuldade de integração. A vivência psicótica marca o confronto do ser com sua “arqueologia”, a mais própria e a céu aberto, como podemos depreender do ensino de Lacan: arqueologia difícil de ser reconstituída, visto que o Logos perdeu sua função estrutural. Como “alienação na alma”, a psicose estremece o corpo (autismo e catatonia), transita de um lugar a outro atravessando o tempo em todas as peripécias dissociativas.

A clínica da psicose nos coloca diante da exigência feita à instância paterna que, para o psicótico, retorna como atributo no Real, mas fazendo parte de sua própria história. Esse Real, referido ao Ideal do Eu, nos mostra as intrincas nuanças tanto da crise quanto do período fora dela. Na psicose, falha aquilo que se espera de um pai: a sexualização , pois pela foraclusão do elo de enodamento do Nomes-do-Pai temos a obstacularização, para o sujeito, de sua significação enquanto homem ou mulher. O valor fálico desde a sua origem encontra-se zerificado. Essa falha de amarração se insere na história do sujeito psicótico mas como algo não subsumido em qualquer das modalidades referidas aos Nomes-do-pai: pai afetivo, pai horda, pai da potência fálica e pai imaginário. Toda constelação retorna no Real, restando ao psicótico ter de lidar com a falta do Nome-do-pai. A foraclusão desse nome faz deprender a amarra que nodula os Nomes-do-pai.

É sobre essa temática e seus desdobramentos que versam os escritos renidos na presente obra, seja pelo viés da clínica como também pelos apontamentos que extraímos da experiência com a escrita de sujeitos psicóticos no historiar do delírio.

1 - Esculpir o Vazio. ......................... 1
Francisco R. de Farias

2 - A Foraclusão para Além da Psicose................ 23
Gika F. Torre de Oliveira

3 - A Psicose, o Significante Nome-do-Pai e a Contemporaneidade. 41
Rita Maria Manso de Sarros

4 - Da Psicose: Uma Escuta no Olhar de uma Outra Cena...... 65
Elizabeth Hudson

5 - Desdobrando as Psicoses ..................... 87
Denise Maurano



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